img rh-estrategico

Estamos preparados para explodir o RH e construir algo novo?

Olá pessoal tudo bem?

Recentemente (Julho 2015) a Harvard Business Review deu o titulo á sua capa: É hora de explodir o RH e construir algo novo.

As matérias ao longo da edição, seguem falando de um assunto que temos ouvido constantemente, há um bom tempo, sobre como o RH pode fazer parte da estratégia da empresa e com isso contribuir com o resultado da organização.

O ponto que quero tratar não é se o RH deve ou não fazer parte da estratégia, pois em nossa visão o departamento de Recursos Humanos é uma peça fundamental para a empresa ganhar vantagem competitiva no mercado.

A grande questão é: será que nós brasileiros estamos preparados para fazer esta mudança?

Quero trazer uma reflexão sobre alguns pontos que ao longo da nossa jornada, pudemos observar em grande parte das empresas brasileiras, e quando digo empresas brasileiras, não digo apenas de empresas de nacionalidade brasileira, mas também as multinacionais que possuem bases aqui no Brasil.

O primeiro ponto para refletirmos é: Cultura Paternalista.

Quando falamos do RH integrar a estratégia da empresa, estamos falando que as ações de recursos humanos devem contribuir com algum objetivo estratégico da empresa, que pode ser: ganhar mais mercado, obter uma margem de lucro maior, ser inovadora e assim por diante.

A nossa cultura tem fortes características paternalistas, diferente da cultura americana que prima pela meritocracia, a maioria dos colaboradores das empresas brasileiras recebem feedbacks, por exemplo, não de uma maneira construtiva, mas sim como um ataque pessoal.

Agora imagine você CHRO, tendo que noticiar à sua equipe que a empresa não atingiu a fatia do mercado desejada, por conta do RH? Pronto! Provavelmente você teria uma parte da sua equipe com problemas emocionais.

 

Visão do Alto

Outro aspecto que quero chamar atenção é sobre a visão dos executivos da empresa quanto aos benefícios de se ter um RH participante na estratégia. Na mesma edição da Harvard Business Review, há uma sugestão para que esta mudança ocorra: montar uma espécie de comitê, entre CEO, CFO e CHRO, com reuniões constantes sobre estratégia.

Agora a minha reflexão muda de lado, não podemos apenas pensar no que o RH deveria fazer para mudar essa situação, pois existem ações que não podem ser tomadas apenas pelos colaboradores de RH.

Em muitas empresas que temos passado, constantemente ouvimos: “o nosso(a) executivo(a) não acredita no desenvolvimento pessoal dos colaboradores, se eles tem problemas pessoais, que resolvam em casa”. É, agora você pode estar se perguntando, mas em pleno século XXI existem pessoas que pensam desta maneira? Sim existem, e não são pessoas com pouca instrução, são executivos(as) de grandes companhias.

Pois bem, para conseguir fazer algo diferente, os executivos das organizações devem estar dispostos a incluir o RH na conversa, em investir seu tempo explicando estratégias financeiras, de vendas e marketing e não apenas se reunir com o RH no momento de discutir budget e redução de custos.

 

Vácuo na Liderança

O último aspecto que quero chamar atenção neste artigo é o vácuo que atualmente encontramos nas lideranças. Muito pela cultura paternalista, mas também por falta de pessoas qualificadas para tal cargo.

É comum encontrar em grandes organizações aqueles lideres que foram colocados na posição como forma de “recompensa” pelo seu esforço. Isso realmente é muito legal, mas será que este profissional tem perfil para liderança? Ele foi desenvolvido para exercer o cargo?

Costumo ver nas empresas ótimos profissionais técnicos que estão sendo dispensados pela sua falta de habilidade em gestão. Sem contar a quantidade enorme de colaboradores que respondem a este “líder” e que estão totalmente desmotivados pelo simples fato de como a gestão é feita.

O líder é o elo de ligação entre o colaborador e a estratégia, é ele o responsável por desenvolver estas pessoas, por fazer com que estas pessoas se tornem melhores a cada dia e consequentemente produzirem mais e melhor na organização.

Em muitos de nossos treinamentos, podemos perceber que os lideres não participam ativamente do desenvolvimento de seus colaboradores, muitos destes estão em sala apenas para cumprir um cronograma, após aplicação do conteúdo, o líder mal se importa com o que aquele colaborador vai poder colocar na pratica e que vai melhorar o desempenho da equipe.

 

Bruno Omeltech

Graduado em Administração e Ciências Contábeis, com pós graduação em Gestão de Pessoas pela FIA-USP, Bruno Omeltech é diretor da Omeltech Desenvolvimento, uma empresa de Educação Corporativa.

Estes são 3 aspectos fundamentais que toda organização precisa refletir afim de tornar o RH um verdadeiro parceiro estratégico e modificar o discurso para prática.

Espero que tenham aproveitado a leitura.

 

 

Fale Conosco

Telefone [11] 2348.5144
contato@omeltech.com.br

Linkedin

Avenida Paulista, 1765 – 7º andar
CJ 71 e 72
Bela Vista – CEP: 01311-200

Ailes